Arquivos | novembro, 2011

Cai na internet música inédita de Amy Winehouse!

28 nov

Halftime, a música que foi divulgada, foi gravada originalmente em 2002, e teria sido lançada no álbum de estreia de Amy Winehouse, Frankie, mas acabou ficando de fora. Com a morte prematura da cantora em julho deste ano, os produtores Salaam Remi e ?uestlove produziram a música novamente e a incluíram no álbum póstumo, Lioness: Hidden Treasures, que deve ser lançado no próximo dia 5 de dezembro. Além da música que caiu na internet, também foi divulgado no dia 18 de novembro um vídeo de outra música, Our Day Will Come, e é uma versão cover de uma música do grupo Ruby & The Romantics, que também estará em Lioness: Hidden Treasures. Além disso, cada libra (cerca de R$ 2,70) de cada cópia vendida do álbum vai para a Amy Winehouse Foundation, que apoia organizações que ajudam jovens carentes, inclusive aqueles que lutam contra o vício. Abaixo você confere as músicas e a tracklist do álbum.

Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures
1 – “Our Day Will Come”
2 – “Between The Cheats”
3 – “Tears Dry on Their Own” (em uma versão mais lenta)
4 – “Wake Up Alone” (em uma versão alternativa demo)
5 – “Will You Still Love Me Tomorrow”
6 – “Valerie” (em uma versão mais lenta)
7 – “Like Smoke”
8 – “The Girl From Ipanema”
9 – “Halftime”
10 – “Best Friends”
11 – “Body & Soul”
12 – “A Song For You”

Our Day Will Come – Videoclipe de divulgação:

Halftime – áudio:

Com informações da Rolling Stone.

“É a parte que te cabe deste latifúndio”

27 nov

Em cartaz desde 30 de Setembro desse ano (!) no Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1341, Centro, Belo Horizonte) a versão do texto clássico de João Cabral de Melo Neto ganhou uma adaptação musicalizada por Chico Buarque de Hollanda para o teatro. Sob direção de Pedro Paulo Cava, a peça traz em cena 15 atores que também cantam, tocam instrumentos e dançam. O grande  destaque da peça fica para Luiz Gomide, que estrela no papel da “Morte”, que aparece apenas indiretamente no texto original, de forma sensacional.

Quem quiser se deliciar com os cerca de 70 minutos de atuações, músicas e projeção de obras de Cândido Portinari, a peça ficará em cartaz até o dia 11 de dezembro.

Mais informações:

HORÁRIO: Quinta a Sábado às 20h30 e Domingo às 19h

PREÇOS: - Quintas e sextas: Meia-entrada = R$15,00 e Inteira = R$30,00
- Sábados e Domingos: Meia-entrada = R$20,00 e Inteira = R$40,00

A Morte Compra Limonada

26 nov

A animação de Kyu-bum Lee narra a história de uma garotinha que está sentada numa banca de limonada, no meio de lugar nenhum, esperando aparecer algum freguês. E não é que aparece uma freguesia sedenta por limonada?

(via Sedentário Hiperativo)

Lirismos de Quinta – 17/11/2011

17 nov

Trechos selecionados: Do Desejo – Hilda Hilst

Quem és? Perguntei ao desejo.

Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada.

III

Colada à tua boca a minha desordem.

O meu vasto querer.

O incompossível se fazendo ordem.

Colada à tua boca, mas descomedida

Árdua

Construtor de ilusões examino-te sôfrega

Como se fosses morrer colado à minha boca.

Como se fosse nascer

E tu fosses o dia magnânimo

Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

XII

Lembra-te que há um querer doloroso

E de fastio a que chamam de amor.

E outro de tulipas e de espelhos

Licencioso, indigno, a que chamam desejo.

Há o caminhar um descaminho, um arrastar-se

Em direção aos ventos, aos açoites

E um único extraordinário turbilhão.

Porque me queres sempre nos espelhos

Naquele descaminhar, no pó dos impossíveis

Se só me quero viva nas tuas veias?

IX

E por que haverias de querer minha alma

Na tua cama?

Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas

Obscenas, porque era assim que gostávamos.

Mas não menti gozo prazer lascívia

Nem omiti que a alma está além, buscando

Aquele Outro. E te repito: por que haverias

De querer minha alma na tua cama?

Jubila-te da memória de coitos e acertos.

Ou tenta-me de novo. Obriga-me

Estereoscópio – “What Is Happening”, Alphabeat + “1234″, Feist

17 nov

“What Is Happening”, da banda Alphabeat

+

“1234″, da cantora Feist

Unhate

16 nov

E quando eu achava que as campanhas da Benetton nunca mais iriam me surpreender, eis que:

O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani, que é conhecido por transformar o sonho da publicidade na mais dura realidade,  foram responsáveis por célebres e provocadoras campanhas publicitárias nos anos 90  que discutem tabus religiosos, preconceitos raciais e provocaram e provocam moralistas em todo o mundo.  Pra quem nunca viu e não sabe o que está perdendo:

 Nesta quarta feira a Benetton lançou sua nova campanha: UNHATE, que coloca em questão o combate à cultura do ódio sob todas as formas. Cartazes pelas cidades de Roma e Milão trazem, além do Papa e Imã Cairo, outros políticos se beijando, todos com histórico de desavenças entre si, como Barack Obama e Hu Jintao, presidente da China. Obama ainda beija o venezuelano Hugo Chávez, outro desafeto. Palestinos e judeus fazem as pazes com beijos entre o palestino Mahmud Abbas e o israelita Benjamin Netanyahu. Os coreanos Lee Myung-bak, presidente da Coreia do Sul, e o temido Kim Jong-il da Coreia do Norte também protagonizam outro beijo da campanha, além  do francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel.

A campanha convoca ainda jovens pelo mundo, para divulgar a cultura de paz do projeto.  Um vídeo também foi feito pelo diretor francês Laurent Chanez. Confira abaixo:

Nota: É claro que o Vaticano reagiu à campanha considerando a publicidade “uma falta de respeito grave ao Papa”. Em comunicado, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, anunciou “diligências ante as autoridades para garantir (…) o respeito à figura do Pontífice”. Segundo ele, o Vaticano protesta “contra a utilização inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada, como parte de uma campanha publicitária com finalidades comerciais”. A Benetton optou por retirar de circulação a imagem protagonizada pelo Papa.

Lirismos de Quinta – 09/11/2011

10 nov

Um lindo poema que minha querida amiga Gabriela me mostrou e a quem dedico os Lirismos de hoje.

Emergência – Mário Quintana

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

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