iBook, youBook, weallBooktogether

5 mar

O Amazon Kindle, em sua primeira versão

Ninguém tinha muita fé nos e-books, isso é um fato. No começo eram tidos como alternativas interessantes aos livros apenas para aqueles que se prestavam a lê-los na telinha do computador, já que não havia muitos dispositivos capazes de interpretá-los ou exibi-los. A leitura dos e-books, contudo, foi sendo disseminada e atingiu verdadeiro sucesso apenas quando a Amazon.com (maior sítio virtual de vendas do mundo) introduziu seu Kindle, um dispositivo versátil feito exclusivamente para a leitura de e-books e, àquela época, já havia também e-newspapers e e-magazines. O sucesso foi razoável, mas, desde então, só aumentou. Dezenas de jornais, revistas e editoras passaram a produzir versões eletrônicas de seus materiais e comercializá-las lucrativamente; a Amazon passou a considerar o Kindle ultrapassado e engenhou um nova versão, com significativas melhoras em relação à primeira, e o sucesso da leitura virtual se consagrou. Até que veio a surpreendente notícia (ninguém soube, ao certo, se era boa ou ruim) que a própria Amazon havia vendido, no último Natal, muito mais livros virtuais do que físicos.

Parecia ser a maior novidade que iria aparecer, por alguns anos, acerca dos nossos queridos livros, revistas e jornais. Mas não foi. A empresa do americano Steve Jobs, a Apple, como de costume,  não poderia ficar de fora de tal avanço tecnológico. Steve aproveitou essa necessidade e a juntou com mais algumas e deu à luz o iPad, uma espécie de quase-computador que se resume a uma tela com propriedades de interação ao toque do usuário.

iPad exibindo sua página inicial (à esquerda) e uma página do jornal The New York Times (à direita)

A repercussão do aparelho, lançado há pouquíssimo tempo, não vem ao caso. O que apetece a este artigo é que o iPad proporcionou novas oportunidades a leitura de material virtual. Um processador potente e a série de outros recursos dos quais o aparelho dispõe, permitiu a criação do que a Apple chamou de iBooks, livros eletrônicos desenvolvidos especialmente para a leitura no iPad. A maioria dos livros disponibilizados atualmente não é muito diferente dos e-books que já conhecemos, verdade. Mas as novidades chegam com velocidade impressionante. Esta semana a editora Penguin organizou um evento no qual pudemos ter uma amostra do que vem por aí. Veja só:

Parece que o livro nunca esteve tão distante do livro, né? Seria este o futuro da leitura? Ou o ser humano ainda vai preferir a deliciosa sensação de ver a quantidade de páginas que restam diminuindo e diminuindo…? Deixe sua opinião nos comentários.

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4 Respostas to “iBook, youBook, weallBooktogether”

  1. Vivica 05/03/2010 às 18:59 #

    Vcs bem sabem a minha opinião: NADA supera o prazer de virar página a página e descobrir em cada linha a sequencia da história. Adoro tecnologia, mas me recuso a me submeter aos caprichos de livros eletronicos.

  2. Matheus Rabelo 05/03/2010 às 19:50 #

    Acho os materiais eletrônicos uma alternativa interessante e, acima de tudo, prática; já que livros, jornais e revistas virtuais não precisam, necessariamente, ser lidos em dispositivos próprios para tal, mas podem ser incorporados a celulares, smartphones e etc.
    Como, sabemos, o futuro ruma à praticidade; portanto, acho que os e-books e derivados tendem a conquistar cada vez mais pessoas.
    Não creio, entretanto, que o homem vá abandonar o bom e velho papel tão cedo. Ele deve estar por aí por, pelo menos, mais uns duzentos anos…

    • Lorena Rodrigues 07/03/2010 às 0:04 #

      Concordo com você. Mas apesar da imensa praticidade dos ‘livros virtuais’, como o baixo preço (levando em conta a capacidade de armazenamento de um dispositivo como esse versus o preço de aquisição de uma quantidade de livros impressos equivalente) e a portabilidade, ainda há muito o que se desenvolver até que se crie um aparelho ideal. Por enquanto, o melhor – para a grande maioria das pessoas – ainda continua sendo o bom e velho livro impresso. Eu, pelo menos, não creio que consiga substitui-lo por nada!

  3. Lorena Rodrigues 07/03/2010 às 0:09 #

    Continuando:
    Fazendo um gancho com o artigo de Alexandre Versignassi publicado na revista Super Interessante desse mês (“O fim do livro de papel” – edição 276), ainda há uma impossibilidade de coexistência entre os pontos fortes dos primeiros e-books – a tela de tinta monocromática do Kindle, que não emite luz e não cansa a visão do leitor – e tecnologias que permitem maiores possibilidades de uso desses e-books – a tela de LCD do iPad, que permite a utilização de cores, mas emite luz, fatigando o leitor.
    Cada aparelho possui seus aspectos bons e ruins. Mas uma vez que essas e outras qualidades forem associadas, é praticamente garantida uma repercussão ainda maior desses produtos, e também um maior interesse por parte dos consumidores. Mas, claro, nada que abale a reputação dos impressos a ponto de extingui-los. Isso não acontecerá.

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