A arte suja de Machinarium

31 maio

Além dos elaboradíssimos jogos que demandam meses de trabalho dos produtores e enormes quantidades de dinheiro que são colocados à venda todos os meses, existem aqueles mais simples, muitas vezes em duas dimensões, costumeiramente produzidos por equipes pequenas, sem muita fama e com orçamento limitado. Este último tipo de jogo costuma exigir menos desempenho da máquina em que é emulado e ser mais barato de se adquirir, o que nem sempre significa que proporcione menos diversão do que outros. Um bom exemplo disso tudo é o jogo Plants VS. Zombies, ao qual confesso ter dedicado algumas boas horas da minha vida (diversão e risos garantidos) e cujo trailer pode ser conferido aqui.

Jogos assim raramente têm algo a acrescentar além da diversão. Não é o caso de Machinarium, que além de viciantemente divertido, tem três quesitos que se sobressaem logo de início. O primeiro deles é o sistema de jogo: cada cenário é um pequeno quebra-cabeça que pode tanto ser resolvido em segundos (raramente), quanto fazer com que você passe cinquenta anos e meio em frente à tela do computador tentando resolvê-lo (mais comum). O segundo é a sonoplastia: as músicas instrumentais, assinadas pelo tcheco Tomáš Dvořák e que embalam os desafios do jogo, criam uma atmosfera única, além do fato de que não há quaisquer diálogos falados (nem escritos) nele: a comunicação entre personagens é feita por meio de desenhos. Algo que faz com que, além das canções, haja apenas o barulho metálico de máquinas funcionando ou o pequeno robô, personagem principal, se estatelando no chão após uma queda. O terceiro aspecto talvez seja o que mais chama a atenção: a arte visual. Os cenários do jogo são elaborados de forma extremamente detalhista e enchem os olhos, tornando-se mais um motivo para experimentar o produto da Amanita Designs (que, antes de Machinarium, produziu Samorost 1 e 2). Gráficos tão bem feitos lhe renderam o prêmio de Excelência em Arte Visual do Independent Games Festival 2009. A versão de demonstração do jogo (que não revela tanto assim o potencial do mesmo) pode ser jogada no site dele. Mesmo quem não é fã do antigo sistema point-and-click (em que joga-se apenas com cliques do mouse, nada mais) em que é baseado o jogo, deveria dar uma chance a Machinarium, mesmo que seja para aproveitar o deleite visual da bela arte gráfica e tirar um bom e velho screenshot para colocar como plano de fundo da sua área de trabalho (sim, eu fiz isso).

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Uma resposta to “A arte suja de Machinarium”

  1. Alice Flicts 02/06/2010 às 10:41 #

    que bonitinho esse cenário!

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