Linha do Horizonte

8 jun

Desenhista expõe trabalhos na Galeria da Cemig

Estão expostos até esta quinta-feira (10/06/10), na Galeria de Arte do Espaço Cultural da Cemig (Av. Barbacena, 1200, térreo, Belo Horizonte, MG), algunss desenhos do arquiteto, arte-educador e bacharel em desenho José Octavio Cavalcanti. Professor do curso de design da Fumec desde 2001 e desenhista viajante desde 1994, Cavalcanti nos mostra sua visão dos espaços urbanos de algumas cidades (entre elas, claro, B.H.) que lhe parecem interligados, às vezes até distorcidos. Seus horizontes frequentemente acabam por transformar-se em vertiginosas espirais, círculos completos ou mesmo largos e detalhados panoramas.

Algumas das obras expostas integram a ainda inédita série Passepartout, (“o que passa por todo lugar”, em francês. É também o nome do personagem de A Volta ao Mundo em 80 Dias) e comemora os 58 anos da companhia energética de Minas Gerais. O artista concedeu uma entrevista à acessoria da Cemig acerca de sua exposição e seu trabalho em geral:

1. Há quanto tempo você trabalha como artista plástico? Qual sua idade e formação?

Eu nasci em Belo Horizonte há sessenta e dois anos. Coloquei literalmente os pés na estrada das artes plásticas em 1991, quando voltei a estudar na Escola de Belas Artes. Antes dissto, em 1971, me formei e trabalhei com arquitetura, mas desde sempre o desenho fez parte de minha vida.

2. O que motivou a criação da exposição “Linha do horizonte”? Por que a escolha do título?

Para concluir o curso na Belas Artes em 1994, de maio a julho daquele ano desenvolvi uma série de desenhos de observação do natural no distrito de São Bartolomeu, que foi exposta na Casa de Gonzaga em Ouro Preto, sede do município. A exposição foi uma festa cuja repercussão abriu muitos novos caminhos para mim e para meu desenho. Desde então comecei a viajar para desenhar por Minas, pelo Brasil, Europa e Estados Unidos tendo sempre minha cidade como fio condutor. Além de paisagens urbanas, sempre que uma vegetação de beira de estrada ou um panorama natural aguçava meus sentidos, eu parava e desenhava, às vezes durante dias seguidos em um ritmo normalmente inconciliável com o da correria de nosso dia a dia. Com o tempo fui percebendo a relação que existia entre todos os lugares e sempre encontrava Belo Horizonte, de uma maneira ou de outra, em todos eles.

Linha do Horizonte está relacionada diretamente com a minha trajetória de desenhista viajante, com Belo Horizonte e seu símbolo maior, a Serra do Curral, que domina a cena na cidade desde sempre. O perfil de seu espigão, na minha opinião, é a linha do horizonte que nos orienta, que nos faz sentir em casa e que, apesar de ter vivido ameaçada desde o início do Ciclo do Ferro e de um longo processo de arrasamento, nos acolhe e protege.

3. O que você pretende despertar no público com a exposição “Linha do horizonte”?

Pretendo, através da sutileza do desenho de observação, despertar o interesse pela transformação de nossa cidade, colocando-a simbolicamente lado a lado de outras, cercada por vegetações naturais ou não, demonstrando que, como cada um de nós, a nossa cidade só tem sentido quando se relaciona com suas semelhantes e só sobreviverá se respeitar o seu entorno e evitar a devastação de seu meio ambiente.

4. No que você geralmente se baseia para criar suas obras?

Na observação da vida, dos lugares, das pessoas, de suas escolhas, comportamentos e ações, positivas ou negativas, mas principalmente na observação de mim mesmo diante de tudo isto.

5. Como se deu a parceria com a Cemig?

As viagens que já realizei para desenhar foram, e ainda são, objeto de um projeto que criei em 1994 para homenagear o 1º centenário de Belo Horizonte, comemorado em 1997. Como uma demanda natural, há anos desenvolvo a idéia de publicar um livro e, buscando incentivo, estive com o Superintendente de Comunicação Empresarial da Cemig, Luiz Henrique Michalik, que se interessou muito pelo projeto e pelos desenhos, tanto que no primeiro contato fui convidado para expor na Galeria Cemig neste ano, comemorando os 58 anos da Companhia.

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2 Respostas to “Linha do Horizonte”

  1. @criticarbh 08/06/2010 às 19:11 #

    …espalhamos…
    =)

    • Matheus Rabelo 08/06/2010 às 19:57 #

      Que bom!

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