Arte para arrebatar

26 jun

“Para ser derrotado, o poder precisa ser abordado, reapropriado e infinitamente replicado”

Maurizio Cattelan não passou pela escola de arte, mas há quem diga que não tenha frequentado escola alguma. O deseducado italiano (Pádua, 1960), desde que se entende por artista, alfineta a ética e os valores passivamente adquiridos pela sociedade através de um processo de desestruturação da própria arte. Não muito delicado, Maurizio já foi responsável pelo Papa João Paulo II sendo atingido por um meteoro (La Nona Ora, 1999) e por um mirrado e desconsolado Hitler que se ajoelha perante o visitante (Him, 2001).

Em oposição à maioria dos artista que trabalha com cera, as obras do italiano não têm compromissos com a realidade, e sim trabalham seu limite. Com uma apurada noção dos limites do que seria uma  transgressão plausível, ele gosta de misturar performances às obras. Planta suas esculturas em locais calculados, como na vez em que dependurou três crianças pelos pescoços em uma àrvore num parque ou quando afixou à parede de uma igreja uma mulher presa a uma estrutura que lembra uma cama (quinta imagem abaixo). Tal tipo de manifestação, é claro, gera polêmicas e as obras do artista já foram até atacadas quando expostas em público. Mas o próprio declara: “Prefiro ser atacado a ser ignorado”.

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