A mórbida beleza da arte: Ashkan Honarvar

1 jul

Um interessante achado feito durante inocentes passeios virtuais.

Nascido em Shiraz, Irã, o artista Ashkan Honarvar (1980) abastece de beleza o lado insalubre da raça humana – guerras, doenças, culturas alienantes, e mesmo a própria anatomia e racionalidade humanas – através de pinturas, desenhos e foto-montagens. Nas palavras de Josephine van Kranendonk:

“Diz o ditado que a beleza vem em vários tipos e formas. Mesmo nos lugares em que menos se espera. O corpo humano é um dos muitos conceitos em que a beleza pode revelar sua arte. No entanto, esta beleza também pode estar ausente de uma forma cruel com a presença de deformações e cicatrizes. Com isso em mente, Ashkan Honarvar é capaz de mostrar uma beleza inegável e inevitável, aceitando os lados mais obscuros do corpo e da mente humana. […]

A arte de Ashkan Honarvar é, em essência, ambivalente. Por um lado existe a gravidade do assunto, se uma imagem é excepcionalmente chocante, e por outro há uma beleza macabra em sua obra, que intriga muito e nos motiva a continuar procurando por mais.

Você sabe que está olhando para algo significativo do qual pretende desviar os olhos, ainda que as cores da pele pintada, o emaranhado de linhas pretas em que há tanta coisa para se ver, ou simplesmente o olhar de um soldado deformado o cativem, deixando estas imagens afundarem dentro de si.

Utilizando uma caneta como um bisturi, e a criatividade como sua ferramenta, Honarvar nos dá uma bela vista dos lados mais obscuros da humanidade, dos quais gostaríamos de evitar.”

Vale a pena dar uma olhada em seus trabalhos, que apresentam uma grande variedade de temas expressos (e bem!) em obras que diferem em suas formas, cores e modo de execução.

(clique nas imagens para ampliá-las)

Da série Faces-5 (2009) – Parte de um conjunto de projetos paralelos sobre a perda da identidade pela desfiguração facial (nesse caso, se utilizando de doces).

Da série Hate Machine (2006) – Sobre violência e liberdade de expressão.


Da série Persephone (2010) – Sobre a perda da inocência.

Da série Identity Lost (2008) – Projeto pessoal sobre deformações inflingidas por guerras ou doenças no corpo humano.


Da série Meat (2008) – Projeto pessoal sobre a indústria pornô.

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3 Respostas to “A mórbida beleza da arte: Ashkan Honarvar”

  1. Matheus Rabelo 01/07/2010 às 20:46 #

    Nossa, fantástico, fantástico! Adorei, em especial as foto-montagens.

  2. Múcio 04/09/2010 às 8:14 #

    Loren vc é d+++++++++++++++++++++

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    […] 9) A mórbida beleza da arte: Ashkan Honarvar […]

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