La Solitudine Dei Numeri Primi

16 jul

Paolo Giordano nasceu em 1982 em Turin, Itália, e é formado em física.  Se um alguém curioso vasculhar mais informações sobre esse cara, na certa vai encontrar raras adicionais.

Simples, ou não, Paolo foi o merecido vencedor do prêmio literário italiano Strega 2008 com o romance “A solidão dos números primos” e sua Obra de estréia surpreende, choca, invade o leitor.

O enredo se passa em uma cidade italiana, entre os anos de 1983 e 2007, em torno da vida de Mattia, um garoto com percepções matemáticas enormes, que em um incidente perde sua irmã gêmea Michela, e de Alice, uma menina que aos 10 anos sofre um acidente que mudaria seu corpo pro resto de sua vida.

Antes que se indague o título, solidão é um dos pontos alvo do romance e números primos (para os que estão pouco freqüentes às aulas de matemática) são aqueles que não se dividem por nenhum outro número, apenas por eles mesmos (só depois de ler a obra que me passou essa ideia do quão só eles estão!).

E a história parte daí: a solidão de ser um único, no meio de uma massa homogeneizada, o isolamento psicológico, a timidez, o medo, as recordações, os traumas.

O livro difere, porque não banaliza a necessidade à popularidade na adolescência, ou às dificuldades da “não-perfeição” estética que hoje pesa cada vez mais na idade jovem – já perceberam que até mesmo a qualidade de estranho perece em padrões milimetricamente calculados?- e, mesmo assim, aborda todas essas questões. É mais complexo do que isso, mas é isso também.

Paolo consegue com sua ainda jovem escrita (e não por isso desqualificada) permitir aos leitores a penetração nos personagens, sentir a dor de cada um, cortar-se por cada um deles. E não foge da física que visivelmente está intrínseca à vida do autor: os fatos são narrados quase que matematicamente, o que me espantou ser uma forma de mergulhar no cenário, sem padecer no excesso de concretude que até então os algarismos simulavam se restringir.

A solidão dos números primos fala ainda sobre os desencontros. Os imensos e vários deles, que acontecem diariamente, e que fogem ao alcance das mãos, mas que se fazem sentir sempre. Fala também do olhar: seja pelos números, pela dor, ou pela solidão em si.

Para quem não conseguiu ainda acreditar na potencialidade da obra, 1,3 milhões de livros foram vendidos somente na Itália e as traduções já somam mais de vinte diferentes línguas.

As 288 páginas publicadas pela editora Rocco escorrem na velocidade de areia sobre as mãos, e o preço varia entre R$ 30,00, na Livraria Cultura e R$ 40,00 na Usina de Letras, no cinema Usina Belas Artes.

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3 Respostas to “La Solitudine Dei Numeri Primi”

  1. Alice Flicts 16/07/2010 às 10:47 #

    eu não ia comentar isso, mas esse Paolo Giordano é irresistível!

  2. Matheus Rabelo 16/07/2010 às 11:13 #

    Deu vontade de ler… Olhei na biblioteca agora e não tem por lá. Vou dar um jeito.

    Isso me lembrou um livro muito legal que eu li uma vez. Acho que vou escrever sobre ele aqui qualquer dia.

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