Até onde é plágio?

5 ago

Posto hoje um artigo, na íntegra, que saiu no site da Super Interessante hoje. Achei muito legal e pertinente a análise que fizeram da matéria do New York Times falando sobre a juventade e o plágio:

O impacto da internet na educação vai até o ponto de mudar o conceito de “colar na prova”. Segundo uma matéria do New York Times, estudantes têm apresentado dificuldade para entender que copiar material de sites é plágio e deve ser punido. Um estudante da Universidade de Maryland teria dito que material copiado da Wikipédia não precisa ser citado, porque não tem um autor fácil de definir e faz parte do conhecimento comum. Uma pesquisa da Universidade de Rutgers mostrou que 40% dos alunos admitiram já ter plagiado em trabalhos escolares. Os jovens estariam cada vez menos propensos a aceitarem que simplesmente assumir para si o trabalho de outro é algo condenável, e isso por vários motivos: a facilidade de reproduzir qualquer conteúdo digital, a diluição da idéia de direitos autorais pela troca ilegal de arquivos de música e vídeo, o crescimento da cultura de mashups e remixes, a proliferação de ficções escritas por fãs a partir de obras famosas e muitos outros motivos. A noção de que as obras precisam ter um ou poucos autores reconhecidos estaria em desuso.

A matéria, no entanto, não trata de outro lado dessa questão do plágio: a dificuldade das instituições em usar e entender as ferramentas que a internet oferece aos jovens. Um caso retirado do recente livro Cognitive Surplus (algo como “Excesso Cognitivo”), de Clay Shirky, ilustra a questão. Na Universidade Ryerson, Estados Unidos, um aluno criou uma comunidade no Facebook onde seus colegas poderiam discutir questões e trocar respostas dos trabalhos apresentados. A direção da universidade o bombardeou então com 147 acusações de plágio: uma por ter criado o grupo e uma por cada membro que teria copiado as respostas. O aluno se defendeu alegando que sempre existiu o costume de se reunir em pequenos grupos para discutir os trabalhos, e o Facebook apenas reproduzia esse espaço na internet. Os professores, por sua vez, diziam que era diferente: qualquer um podia chegar no grupo online e apenas copiar as respostas. Para Shirky, o autor do livro, os dois estão errados: o exemplo mostra apenas como antigas instituições estão despreparadas para se adaptar a novidades. O Facebook é similar em muitos aspectos às antigas salas, mas diferente em vários outros. É uma situação nova, que joga os velhos costumes por água abaixo e força novos acordos entre alunos e professores.

Para que não me acusem de plágio, a matéria é de Rafael Kenski e o link é esse.

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