Soneto do Lascivo Pezinho

24 ago

Um presente de Bocage.

Dormia a sono solto a minha amada,
Quando eu pé ante pé no quarto entrava:
E ao ver a linda moça, que arreitava,
Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto eu vejo a nevada
Pudibunda bochecha, que encantava;
Outrora nas maminhas demorava
Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair dentre o vestido
Um lascivo pezinho torneado,
Bispo-lhe as pernas e fiquei perdido:

Vai senão quando, o meu caralho amado
Bem como Enéias acordava Dido,
Salta-lhe ao pêlo, pro seguir seu fado.

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2 Respostas to “Soneto do Lascivo Pezinho”

  1. Matheus Rabelo 24/08/2010 às 19:56 #

    Sempre tão delicado.

  2. Marcela Gontijo 25/08/2010 às 21:58 #

    Bocage o desbocado. Adoro!

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