Parkour e muita cor à borda do espelho

14 nov

Jogo combina trilha sonora, cores arrebatadoras e muita ação num estilo inovador

O FPS (First-person Shooter) não é exatamente o tipo de jogo que sempre traz novidades. Nem precisa, porém: a fórmula que coloca a câmera como visão do próprio personagem tem dado certo há décadas. Eis que surge, entretanto, um jogo no fim de 2008 (PS3 e Xbox) e começo de 2009 (Windows) que traz uma generosa carga de inovação. Ao contrário da maioria dos representantes do já gasto gênero, o jogador pode ver os braços e pernas da personagem que interpreta enquanto ela corre, salta e desliza por baixo de obstáculos. Mirror’s Edge deixa um pouco de lado a parte do shoot dos FPS e foca bastante no run like hell, uma vez que o principal objetivo do jogo é manter-se em movimento.

A dinamicidade de Mirror’s Edge é derivada do Parkour, um esporte que tem construído certa fama recentemente e que leva seus praticantes a correr e transpor obstáculos do cenário urbano usando apenas o próprio corpo. A correria tem justificativa na história do jogo: num futuro próximo (ou numa realidade alternativa), a cidade em que você vive tem tudo, principalmente a informação, manipulado rigorosamente por um governo totalitário. Nesse contexto, você é Faith, uma jovem de aparência asiática que é membro do grupo dos Runners, uma facção que transporta informações ilegalmente por entre as brechas da vigilância governamental.

Também pelo enredo se justifica a característica mais marcante do jogo: seu visual. Cores básicas se juntam ao branco e dão a sensação de limpeza superficial que só pode existir em uma sociedade altamente repressora. Essa estética de cores fortes e vibrantes faz com que o jogador quase sinta pena de passar pelos cenários tão rapidamente. Tudo é tão minimalista e clinicamente limpo, que quase se pode sentir o cheiro da tinta fresca em que ninguém jamais tocou. Nas palavras da própria Faith:

“Essa cidade costumava pulsar com energia. Suja e perigosa, mas viva e maravilhosa. Agora ela é outra coisa… As mudanças vieram lentamente, a princípio. A maioria das pessoas não percebeu, ou não se importou. E as aceitou. Esses optaram por uma vida mais confortável. Mas algumas pessoas não. Aqueles que se recusaram a conformar-se foram marginalizados, criminalizados. E se tornaram nossos clientes. Nós nos chamamos de Runners. Existimos na borda: entre o brilho e a realidade. A borda do espelho.”

Como não poderia deixar de constar, seguem algumas imagens do jogo para sabermos do que Faith falou ali em cima. Mais do que isso pode ser conferido no trailer do mesmo, que consta apenas de imagens internas do próprio jogo, do gameplay, além da premiada trilha sonora, Still Alive.

A DICE, distribuidora da EA Games já confirmou a produção de uma sequência para Mirror’s Edge. Mal posso esperar.

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