Feiúra americana

5 jan

Onde vivem os monstros? Nova York

Zumbis, amebas, vampiros, demônios, robôs, unicórnios, lobisomens, feiticeiros, ogros, yetis, ciclopes, górgonas, minhocas-de-duas-cabeças… Ao longo de milhares de anos, por todos as regiões do mundo, o homem foi capaz de criar lendas e mitos em que participam personagens absurdos dotados de habilidades específicas. Imagine, contudo, um universo em que todos esses indivíduos possam conviver em razoável harmonia. Difícil? A série animada Ugly Americans, transmitida no Brasil pela emissora VH1, traz essa interessante proposta e esbarra em questões incômodas da sociedade com um humor bem particular.

A série acompanha Mark Lilly, que acaba de se mudar para uma Nova York contemporânea e caótica e se vê dividindo o apartamento com um sujeito um tanto improvável: Randall Skeffington, um zumbi. Importante ressaltar que Randall se tornou zumbi por motivos extremamente nobres: ficou sabendo que a garota de quem gostava “curtia zumbis” e, imediatamente, deu um jeito de se tornar um deles. Trabalhando no Departamento de Integração, a missão de Mark como assistente social é permitir que haja uma interação amigável, ou pelo menos não-agressiva, entre todos os tipos de seres que aparecem por ali, como King-kongs com mania de limpeza, árvores prestes a perder a virgindade e até geleias gigantes com problemas de comunicação. Como se não bastasse essa missão já naturalmente difícil, a chefa de Mark, Callie Maggotbone (uma diaba ninfomaníaca, literalmente), não facilita as coisas.

Cada episódio tem um prólogo que brinca com nossa noção de horror. A narração de Mark com tema de suspense ao fundo e um clima misterioso sempre leva a uma quebra de expectativa que causa humor. E essa dupla é o que não falta à animação: a cada episódio surgem personagens mais inusitados, mesmo que apenas figurantes, além de situações completamente absurdas tratadas de maneira trivial.

Ugly Americans ainda tem apenas uma temporada, de 14 episódios, exibidos na VH1 às 21hs do domingo. Vale a pena se deliciar com a vastidão da imaginação do programa e com seu humor ligeiramente… pungente.

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