Arquivo | março, 2011

Estréia hoje!

31 mar

Daqui a pouquinho, às 20h, acontece aqui em Belo Horizonte a estréia de Aterro, primeiro longa-metragem dirigido pelo produtor audiovisual (e belo-horizontino) Marcelo Reis. O documentário parte da história de sete mulheres pioneiras da reciclagem de lixo em Belo Horizonte, que relatam suas experiências dentro do extinto lixão do Morro das Pedras nos idos de 1960, mostrando como se tornaram verdadeiras especialistas no assunto de gestão de resíduos. Diante da discussão sobre o atual e controverso sistema de aterragem, é um longa que tem muito a acrescentar a todos nós, produtores de lixo.

A estréia está marcada para as 20h de hoje (quinta-feira), no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro), e a entrada é franca. Os ingressos serão retirados meia hora antes da sessão (às 19h30) e, em caso de lotação, haverá uma reprise logo em seguida, às 21h30.

Um documentário do interesse de todos e para todos.


ATERRO | Landfill

HD, 72 min, 2011

Direção: Marcelo Reis
Co-pesquisa e co-produção: Patrícia Vieira (Produtora Postura Digital)
Fotografia: Guilherme Reis

Site oficial: www.aterrodoc.com
Produtora: www.baguliumloquoest.com
Twitter: twitter.com/baguliumloquo

Lirismos de Quinta – 31/03/2011

31 mar

Há pouco descobri a poetisa angolana Alda Lara (1930-1962), que buscou chamar a atenção do mundo para os poetas africanos.

TESTAMENTO – Alda Lara

À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro…

E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda…

Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus…

E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada…

Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor…

Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora…

Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua…

Para mim, já é o suficiente

30 mar

É com muitíssimo prazer que publico aqui hoje um texto de Clara Novais, uma grande amiga minha. Para quem já esteve numa situação amorosa complicada e acredita que foi sacaneado pela vida, ou para quem se considera sortudo e acredita que amar é lindo, único e indolor.  ( Btw, vocês do segundo grupo são loucos!). Não é difícil de se identificar. Aproveitem!

Para mim, já é o suficiente

E você fica me olhando com esse olhar filho da puta que não me deixa escapatória. Eu caio por você uma, duas, três, sete vezes. Caio quantas vezes você me olhar. E, se parar de olhar por um segundo que seja, eu caio de novo, caio de loucura, de querer saber por que parou de me  olhar. E vai ser assim para sempre, não porque eu seja fraca, nem porque seja amor isso que eu sinto. Eu caio porque esse olhar é filho da puta de um jeito filho da puta que só ele consegue ser. Está para nascer olhar mais cafajeste, que me agrade tanto, que me consuma tanto.
Eu me lembro muito bem a primeira vez que esse olhar me olhou. Eu fingi que não vi, doida para rir, doida para olhar de volta. Fingi que não vi e fui olhar para outro canto. E do mesmo jeito que você tem esse olhar, eu tenho alguma coisa, que eu não percebi até hoje o que é e nem sei como posso ser dona de tal, mas que lhe deixa torto e inseguro e cheio de vontade. É você com esse seu olhar e eu com isso que eu queria tanto saber o que é, só para poder usar mais vezes, só para usar quando eu quiser.
E desse olhar e dessa coisa surge essa relação que eu nunca entendi o que é, que nunca foi nada e nunca vai ser, é só isso, essa coisa maluca de corredor parado de festa, de traseira de carro estacionado no sítio, de banheiro de faculdade e  de elevador de serviços. Essa coisa que todo mundo vê, mas ninguém nunca viu. Essa coisa que está na gente, que escapa e volta e que nunca deixa de ser, mesmo nunca sendo nada. Essa coisa minha e sua e só. Isso.

Capilaridade Musical

29 mar

Nem só de música vive o mundo da música. O estilo é também algo bastante valorizado nesse meio. E para chamar a atenção vale de tudo, até apelar para inovações no visual capilar. Alguns se tornam quase que “marcas registradas” de um determinado artista, como é o caso do mullet de Elvis Presley ou do penteado de Amy Winehouse. Os caras do Pop Chart Lab fizeram um pôster com vários artistas da música e alguns de seus estilos capilares marcantes, que você confere aí embaixo! A empresa também tem um twitter, quem quiser segui-los, está ai: @PopChartLab

Clique na imagem para ampliar

Semana da Poesia EV! – Segunda-Feira

28 mar

E então termina aqui a Semana da Poesia EV!. Para fechar em grande estilo, trago uma adaptação para o audiovisual dos poemas concretos “Cinco” (de José Lino Grunewald, 1964), “Velocidade” (de Ronald Azeredo, 1957), “Cidade” (de Augusto de Campos, 1963), “Pêndulo” (de E.M. de Melo e Castro, 1961/62) e “O Organismo” (de Décio Pignatari, 1960). Direção de Christian Caselli.

Semana da Poesia EV! – Domingo

27 mar

O “Poema em Linha Reta” de Fernando Pessoa, é narrado neste vídeo pelo ator Paulo Autran.

Semana da Poesia EV! – Sábado

26 mar

amor, um poema de Amir Brito Cadôr