Arquivo | 12:29

Remixes de Tarantino

19 maio

Como bom funcionário de locadora que foi, Quentin Tarantino já assistiu 98% dos filmes já feitos no Universo. Assim, o diretor conseguiu uma biblioteca de referências formidavelmente vasta, na qual busca elementos inspiradores para os próprios filmes. Dando preferência aos fimes B e, dentro destes, aos filmes de pancadaria Kung Fu, Quentin não pôde deixar de exteriorizar suas paixões sob a forma de Kill Bill: Vol. 1 (2003) e sua sequência (2004). Deixo abaixo um vídeo interessante sobre a forma como Tarantino incorpora suas referências à saga da noiva sangrenta.

Se poderíamos descrever como orgânicas as apropriações do diretor, que diriam os personagens de Selton Mello e Seu Jorge no delicioso curta O Código Tarantino (Tarantino’s Mind, 2006)?

Lirismos de Quinta – 19/05/2011

19 maio

Conheci o trabalho desse mineiro que é artista plástico e poeta em 2010, numa exposição na galeria da CEMIG (veja artigo no blog da empresa) intitulada “poesia além do verso“. Recentemente achei o catálogo da exposição e lembrei-me desse poema belíssimo de Márcio Sampaio.

UM LUGAR CHAMADO ARTE, Márcio Sampaio

Neste lugar que se chama arte
onde as coisas,
todas as coisas,
recortadas e dadas pelo coração
se fazem em acordo na fundação de tudo que persiste em nós
como ponto e estame de religação com o divino,
construindo a possibilidade de explicação do inexplicável.
Essas coisas que, de tão existidas,
desistem
e se desfazem para permitir ao artista
recompor o sentido de sua presença:
em última instância estão ali,
como confirmação de nossa permanência
mais além do porto transitório
da História.

De Bonnes Raisons x Boas Razões

19 maio

Que Les Chansons D’amour, do Cristophe Honoré, é um filme imperdível vocês já devem saber – embora o EV! nunca tenha falado sobre.  O filme é lindo de morrer em todos os aspectos, mas, para mim, o principal é a trilha sonora.

Entre as catorze músicas cantadas impecavelmente pelos atores, destaco aqui “De Bonnes Raisons”, cantada pelo Louis Garrel e pela Ludivine Sagnier.

Destaco-a porque, além de ser uma das minhas preferidas, outro dia levei um susto ao ouvir uma versão da Zélia Duncan para a música tocando no rádio. “Boas Razões” tem a letra bem parecida, o ritmo um pouco diferente e a participação da Fernanda Takai. Digo que levei um susto porque não sou muito fã da Zélia Duncan (embora adore a Fernanda) e graças também ao meu, digamos, ciúme irracional de músicas que eu gosto.

Vou colocar as duas versões aqui para vocês leitores opinarem:

Enfim, acho que é uma versão tão boa quanto “Tanto”, do Skank para “I Want You”, do Bob Dylan: são boas por se encaixarem e se manterem fiéis às letras originais, mas né, não acho que se igualem ou sejam melhores.

“Boas vinda”

19 maio

É com muito prazer que anuncio a chegada de uma nova extravirginiana: Sylvia Fernandes! Talvez eu não seja o melhor para apresentá-la, já que é uma das minhas melhores amigas e minha opinião racional possa ficar ligeiramente deformada pela emocional. Ou, talvez, por isso mesmo, eu seja o melhor para tal.

Sylvia tem 19 anos e é estudante de Jornalismo. Com certeza será uma poderosa aliada em nosso compromisso de pura e gozosa defloração de nossos leitores, por ter uma ótima carga referencial para uma garota de sua idade, um senso crítico esclarecido e admirável, além de um senso de humor que transita entre o ácido e o banal, passando, por vezes, pelo negro. Ou seja, ela é foda, avassaladora e esculacha qualquer um.

Por coincidência, ela também começa a participar, além do EV!, de outro blog, o Cansei de Ler Vogue, nosso parceiro. Mas será que uma menina tão jovem conseguirá se dedicar a tão árduas tarefas? Tenho certeza de que a resposta dela é uma só: