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Arquitetofototipografia

25 nov

Genial a ideia da alemã Lisa Rienermann, que misturou arquitetura com fotografia e tipografia de um jeito único. Em suas fotos, o céu, com ajuda de vãos, postes e sacadas, se transforma num alfabeto inteiro. O trabalho da moça chegou a ganhar o prêmio de excelência tipográfica na Type Directors Club- NY. Clique para ampliar.

(via)

Ser y Grafia

22 nov

Em 2010, a Quina Galeria reafirmou sua importância para a arte contemporânea de Belo Horizonte. Infelizmente, o ano está terminando e é hora (já?) para a última exposição de 2010. Mas temos certeza de que 2011 será ainda mais cheio de ótimos eventos, exposições e novos artistas na promissora galeria.

Dessa vez, a Quina traz o melhor da serigrafia de nosso país e de nossos irmãos argentinos. A sempre animada abertura acontecerá neste sábado e a exposição estará aberta até o dia 12 de Dezembro. Imperdível!

Harder, Better, Faster, Stronger

17 nov

Estreia, daqui a um mês, a sequência de Tron, o marco da tecnologia no cinema dos anos 80

Muitas das tentativas da Disney Pictures de se aproximar do mercado cinematográfico mais adulto não têm obtido muito êxito (vide A Lenda do Tesouro Perdido, Príncipe da Pérsia, etc.). No próximo dia 17, porém, haverá a estreia mundial de um longa que deve arrebanhar a parcela 30+ da população aos cinemas, bem como conquistar uma generosa quantidade de adeptos da faixa mais jovem, resultando no que pode ser uma das maiores bilheterias deste ano: Tron – O Legado.

Não é por acaso que os cinemas se encherão de marmanjos: Tron – O Legado (Tron: Legacy) é a sequência de um clássico insubstituível da ficção científica, Tron (1982), escrito e dirigido por Steven Lisberger. Esse primeiro filme é lembrado como um impacto no cinema dos anos 80, sendo um dos primeiros filmes a utilizar a computação gráfica como instrumento cinematográfico em uma escala tão ampla. O pioneirismo no mundo digital, no entanto, não poderia ser de outra forma dado o roteiro: a história de um homem que é absorvido por um programa de jogos digitais e se vê num mundo eletrônico bastante hostil. Talvez também por isso Tron tenha perpetuado na memória das pessoas: trata-se de um manifesto à inquietação da sociedade da década de 80, que via os video-games invadindo suas casas e roubando a companhia de seus filhos. O resultado da soma “computação gráfica + anos 80 + jogos digitais” resultou numa estética tão particular e tão poderosa que espalhou sua influência pelo universo do sci-fi e do design de representações eletronico-futurísticas, podendo ser apreciada até hoje em filmes como os da trilogia Matrix (1999 – 2003). Dessa forma, Tron se tornou um filme cultuado, e rendeu à Disney um bom capital ao estender a franquia aos quadrinhos e, quem diria, aos video-games.

Vê-se, portanto, a responsabilidade épica que Tron – O Legado carrega ao retomar essa preciosa herança, de forma que o título da sequência lhe cai como uma luva. Os trailers e materiais promocionais, contudo, indicam que a continuação de Tron não veio a passeio. A estética foi relida e atualizada de uma forma que considerei bastante apropriada (se não por qualquer coisa, merece ser visto pela fotografia e figurinos) e os efeitos especiais, bom, diria que espero mais desses do que vi no aclamado Avatar (que, convenhamos, consiste basicamente de efeitos especiais bacanas). Encher os olhos, porém, não basta ao um sucessor do clássico da ficção científica. Tron – O Legado precisa fazer uma boa ponte com o enredo original e resgatá-lo acrescentando-lhe um “algo mais” sem desviar do contexto do primogênito, sob pena de desagradar os fâs, o acidente mais comum em situações como essa.

Finalmente, expliquemos o título do post. Um deleite à parte da continuação é a especialíssima participação da dupla de música eletrônica Daft Punk (que, confesso, me motivou um bocado à expectativa pelo filme). A Disney já soltou, inclusive, um pseudo-clipe/pequeno trailer da música Derezzed, que figurará na trilha sonora a ser lançada em 07/12/10 (merece ser visto em alta definição):

Steven Lisberger retorna à sequência no papel de produtor e faz até uma ponta no longa, que tem sua estreia mundial a 17/12/10, enquanto a direção fica a cargo do estreante Joseph Kosinski. Aguardemos.

 

Parkour e muita cor à borda do espelho

14 nov

Jogo combina trilha sonora, cores arrebatadoras e muita ação num estilo inovador

O FPS (First-person Shooter) não é exatamente o tipo de jogo que sempre traz novidades. Nem precisa, porém: a fórmula que coloca a câmera como visão do próprio personagem tem dado certo há décadas. Eis que surge, entretanto, um jogo no fim de 2008 (PS3 e Xbox) e começo de 2009 (Windows) que traz uma generosa carga de inovação. Ao contrário da maioria dos representantes do já gasto gênero, o jogador pode ver os braços e pernas da personagem que interpreta enquanto ela corre, salta e desliza por baixo de obstáculos. Mirror’s Edge deixa um pouco de lado a parte do shoot dos FPS e foca bastante no run like hell, uma vez que o principal objetivo do jogo é manter-se em movimento.

A dinamicidade de Mirror’s Edge é derivada do Parkour, um esporte que tem construído certa fama recentemente e que leva seus praticantes a correr e transpor obstáculos do cenário urbano usando apenas o próprio corpo. A correria tem justificativa na história do jogo: num futuro próximo (ou numa realidade alternativa), a cidade em que você vive tem tudo, principalmente a informação, manipulado rigorosamente por um governo totalitário. Nesse contexto, você é Faith, uma jovem de aparência asiática que é membro do grupo dos Runners, uma facção que transporta informações ilegalmente por entre as brechas da vigilância governamental.

Também pelo enredo se justifica a característica mais marcante do jogo: seu visual. Cores básicas se juntam ao branco e dão a sensação de limpeza superficial que só pode existir em uma sociedade altamente repressora. Essa estética de cores fortes e vibrantes faz com que o jogador quase sinta pena de passar pelos cenários tão rapidamente. Tudo é tão minimalista e clinicamente limpo, que quase se pode sentir o cheiro da tinta fresca em que ninguém jamais tocou. Nas palavras da própria Faith:

“Essa cidade costumava pulsar com energia. Suja e perigosa, mas viva e maravilhosa. Agora ela é outra coisa… As mudanças vieram lentamente, a princípio. A maioria das pessoas não percebeu, ou não se importou. E as aceitou. Esses optaram por uma vida mais confortável. Mas algumas pessoas não. Aqueles que se recusaram a conformar-se foram marginalizados, criminalizados. E se tornaram nossos clientes. Nós nos chamamos de Runners. Existimos na borda: entre o brilho e a realidade. A borda do espelho.”

Como não poderia deixar de constar, seguem algumas imagens do jogo para sabermos do que Faith falou ali em cima. Mais do que isso pode ser conferido no trailer do mesmo, que consta apenas de imagens internas do próprio jogo, do gameplay, além da premiada trilha sonora, Still Alive.

A DICE, distribuidora da EA Games já confirmou a produção de uma sequência para Mirror’s Edge. Mal posso esperar.

Gatinha Cinquentona

5 out

A empresa japonesa Sanrio, criadora da gatinha Hello Kitty completou 50 anos e para celebrar seu meio século de existência trouxe trabalhos de 25 personalidades ligadas às artes. Entre os convidados para expor seus trabalhos, nomes como os estilistas Alexandre Herchcovitch, Marcelo Sommer, Juliana Jabour e Adriana Barra; a VJ MariMoon; a designer e vocalista do Cansei de Ser Sexy, Lovefoxxx; o cantor Lucas Silveira, da banda Fresno; o designer de jóias Ara Vartanian; o artista plástico Guto Lacaz; os cartunistas Mauricio de Souza e Allan Sieber; o grafiteiro Rui Amaral; e os irmãos cartunistas e grafiteiros Fábio Moon e Gabriel Bá. A exposição “50 anos de Sanrio – Small Gift, Big Smile” fica no Espaço Iguatemi, no shopping de mesmo nome, em São Paulo e os trabalhos vão ficar expostos de 1º a 14 de outubro.

Seguem aí embaixo um vídeo com uma entrevista exclusiva dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá para a Sanrio e algumas fotos (também tem aqui e aqui) da exposição. Quem ficar interessado, pode dar um lance no site da empresa, que está leiloando uma obra exclusiva da exposição.

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Bicicleta Sem Freio e Converse All-Star

23 set

Lembra de quando falamos aqui no EV! do Flashrock, que comemorou em BH o Dia Mundial do Rock este ano? Pois é: aqueles belíssimos cartazes que enfeitaram as paredes do Lapa Multishow estavam programados para se tornaram estampas de tênis da Converse desde então. Os modelos já estão prontos e, como o leitor pode conferir abaixo, são muito legais! Os responsáveis pela arte, o pessoal do Bicicleta Sem Freio (que também integra, em parte, os Black Drawing Chalks sobre quem falamos já muitas vezes por aqui) disse, pelo Twitter, que gostou muito dos resultados. A gente também:

Matemática é fácil, Design é difícil

16 set

Uma pena não dar para ler direito o que está escrito nas letras miúdas…