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Play no Pausa

10 jun

Pausa

O nosso querido jornal Pausa, periódico de literatura e artes distribuído gratuitamente, que acompanhamos até ele entrar em hiato há 3 anos voltou às atividades em março desse ano, convocando quem quisesse participar enviando seu texto para publicação na nova edição. O novo Pausa enfim ficou pronto e sua nova edição será dedicada ao “Fracasso da Literatura”. Tal como é descrito no evento no Facebook, a nova edição “terá como ponto disseminador um ensaio do escritor paulista Juliano Pessanha e imagens de Julia Panadés. Conta ainda com textos inéditos de Alexandre Fantagussi, Cíntia França, Eduardo Jorge, Tiago Pissolati e Sarah Maciel.” O relançamento do jornal Pausa vai acontecer no próximo sábado, dia 15/06, de 11h às 14h, na Casa Una Centro de Cultura (rua Aimorés, n°1451, Lourdes).

Quem quiser relembrar e/ou conhecer melhor o projeto do Pausa pode acessar as edições anteriores aqui.

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30 anos de Ciência Hoje

21 jan

Instituto Ciência Hoje completou no final do ano passado 30 anos de existência. Para comemorar, o ICH resolveu montar uma exposição, que, de acordo com o site, é “composta por painéis ilustrados e totens interativos, que recordam a história do instituto, capas e notícias de maior destaque publicadas na revista Ciência Hoje nesse período. Além disso, relembra os fatos científicos de maior relevância, ano a ano, também refletidos nas páginas da publicação. Os visitantes também têm a oportunidade de fazer um mergulho digital no acervo completo de todos os números da revista.”.30anosestrada-1

A exposição Ciência Hoje − 30 anos começou em junho de 2012 e desde então passou por diversos lugares do Brasil. Esteve sob curadoria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA),  foi para Osasco, na grande São Paulo, no Rio de Janeiro e agora chegou a Minas Gerais. Desde o dia 14 de dezembro de 2012, a exposição Ciência Hoje − 30 anos está localizada no segundo andar da Biblioteca Central da UFMG no campus Pampulha (olhe onde é clicando aqui) e vai ficar aberta ao público até o dia 22 de março de 2013. As visitações ocorrem de segunda a sexta, das 8h às 19h.

iPad e e-readers X Jornal Impresso

23 mar

Nessa sexta-feira será lançada a segunda geração do iPad, o e-reader da Apple em diversos países. O Brasil continua fora desse circuito de lançamento, o que não faz muita diferença já que a parcela da população que tem condições financeiras de comprar um iPad 2, além de mínima, também tem condições de bancar uma viagem ao estrangeiro, onde um brinquedinho desses tem um preço bem mais acessível.

Acontece que esse tipo de lançamento sempre suscita discussões acerca do futuro da mídia impressa. A grande maioria não acredita que a mídia impressa irá acabar. Particularmente, concordo com esse posicionamento. De qualquer forma, gostaria de abrir a discussão sobre o que nossos leitores acham do futuro das mídias impressas?

Planejando o ano com Moleskine

12 dez

A tradicional e cara marca de cadernos Moleskine lançou uma linha de pequenas agendas para planejamento anual. A fim de divulgar sua nova coleção, a empresa fez um vídeo com técnica de stop motion, que ficou super bacana!

Se preocupe com o que realmente importa

6 set

Inteligentíssima campanha para a Breast Cancer Foundation (Fundação do Câncer de Mama) que realça a importância de se preocupar com o cuidado das mamas ao invés de se importar demasiadamente com o frizz do cabelo, o tamanho da bunda ou uma espinha no rosto.

Modas sempre voltam

19 ago

Ao menos esse é o mote da campanha publicitária desenvolvida pela agência Leo Burnet, de São Paulo, para a marca de produtos de limpeza Dreft. As imagens de Gustavo Zylbersztajn (aliás, não deixem de dar uma passada no portfólio do fotógrafo, que é muito bom) traduzem a grande sacada dos publicitários que consiste em conscientizar o consumidor da importância de ter cuidado com suas roupas (usando o maravilhoso Dreft, claro). Sem nem mencionar o alto rendimento do produto ou sua milagrosa eficácia contra manchas resistentes, a eficiência da propaganda é grande. Veja:

Já é a segunda vez, em bem pouco tempo, que falamos da projeção internacional e da qualidade da propaganda brasileira, lembra?. Viva nóis (ou nossos publicitários)!

O sentido da vida, por Stanley Kubrick

13 ago

Vi essa há algum tempo, lá no Trabalho Sujo.

Num certo momento durante uma entrevista concedida a Eric Nordern para a Playboy, em 1968, eis que o cineasta revela:

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Aos não-entusiastas da língua inglesa, arrisquei meus dotes linguísticos na tradução a seguir. Aproveitem (e, aos entusiastas, não se acanhem em apontar possíveis erros).

PLAYBOY: Se a vida é tão sem propósito, você acha que vale a pena viver?
KUBRICK: Sim, para aqueles que conseguem, de alguma forma, lidar com a nossa mortalidade. A falta de sentido da vida força o homem a criar seu próprio significado. As crianças, é claro, iniciam suas vidas com um senso de admiração imaculado, uma capacidade de experimentar o gozo total  em algo tão simples quanto o verde de uma folha; mas à medida que crescem, a consciência da morte e da decadência começa a invadir suas mentes e a subitamente erodir sua joie de vivre¹, seu idealismo – e sua suposta imortalidade. À medida que uma criança amadurece, ela vê morte e dor em todos os lugares, e começa a perder a fé na bondade suprema do homem. Mas, se ela for razoavelmente forte – e sortuda – ela pode emergir desse crepúsculo da alma para um renascimento do élan² vital. Tanto por causa de, e apesar de sua consciência quanto à falta de sentido da vida, ela pode forjar um novo sentido de propósito e afirmação. Ela pode não conseguir recuperar o mesmo sentimento puro de admiração com o qual nasceu, mas ela pode dar forma a algo muito mais duradouro e sustentável. O fato mais assustador a respeito do universo não é que ele seja hostil, mas que seja indiferente; porém, se pudermos entrar em acordo com essa indiferença e aceitar os desafios da vida dentro dos limites da morte – por mais que o homem possa fazê-los mutáveis -, nossa existência como espécie pode ter um significado genuíno e satisfatório. Por mais vasta que seja a escuridão, nós devemos nos fornecer luz própria.

¹ joie de vivre – do francês joie, “alegria, prazer”; de, “de”; vivre, “vivo, viver” – “alegria de viver”
² élan – “elã”; impulso, entusiasmo, disposição, ímpeto, força.