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Maria Raquel fora das quatro paredes

18 mar

Nossa primeira entrevistada para a sessão inaugural do “Entre Quatro Paredes” foi a Maria Raquel, que grafita bolinhos por muros abandonados em Belo Horizonte e Itabira. Na época, Maria Raquel tinha começado há pouco mais de um ano com seu belo trabalho de espalhar cupcakes coloridos pelos muros mais feios e sem graça de BH. No entanto, hoje em dia os bolinhos da professora de português estão espalhados por várias outras cidades do Brasil, como São Paulo e Cabo Frio, e já ganharam até repercussão internacional. Mais recentemente, a equipe do UniBHTV entrevistou Maria Raquel fora das quatro paredes. Confira abaixo a entrevista:

Sugestão do leitor Caio Sávio.

R.I.P. Niemeyer

6 dez

Igreja da Pampulha

R.I.P. Oscar Niemeyer

★1907 – †2012

Mostra De Cinema Mundial Indie

2 set

80 filmes, 84 sessões, 19 países, 210 mil espectadores. É isto que promete o Indie Festival, maior festival de cinema independente do país, que começa hoje em Belo Horizonte.

Nesta edição o Espaço OI Futuro Klauss Vianna, o Cinema Humberto Mauro e o SESC Palladium abrigarão o evento. O festival contará com as suas mostras tradicionais: Mostra Mundial, Indie Brasil e Música do Underground. Este ano a diretora Claire Denis e os diretores Béla Tarr e Pierre Coulibeuf ganham mostras especiais e retrospectivas.

Aconteceu ontem o coquetel de lançamento do festival em que foi exibido o filme Daquele Instante em Diante, documentário que percorre a trajetória de Itamar Assumpção e eu já adianto que vale muita a pena prestigiá-lo.

Confiram aqui a programação do festival, que é gratuita e imperdível.

Sweet Strangers – Quina Galeria convida

29 ago

No próximo dia 06 de setembro (terça-feira antes do feriado) será o evento de abertura da exposição “Sweet Strangers“, com trabalhos de Alessandro Aued, Paolo Mandatti e Rico Maciel, das 19h às 22h. A música no dia do evento ficará por conta do DJ Raposa, do Fone Dourado, que estará discotecando no local, que, por sinal, também é bastante convidativo: Quina Galeria, que fica no tradicional Edifício Maletta, rua da Bahia, 1148,  sobreloja 06, no centro de Belo Horizonte. As obras ficaram expostas até o dia 23/09. Quem quiser saber mais informações, é só dar uma conferida no evento do Facebook.

Bate-Papo com Zuenir Ventura

6 mar

No próximo dia 22/03, terça-feira,  a Academia Mineira de Letras (AML) traz, através do projeto “Bate-Papo com o Autor”, o jornalista Zuenir Ventura, autor do livro 1968 – O ano que não terminou. O jornalista vai relançar seu livro originalmente publicado em 1989 e que estreou sua carreira como escritor e quem quiser comprar a obra, ela estará à venda no evento e o mais legal é que as 100 primeiras cópias serão vendidas a R$5,00! O evento vai acontecer na AML (Rua da Bahia, 1466, Lourdes – Belo Horizonte, MG − Telefone: (31) 3222-5764), às 19h30 do dia 22 de março. A entrada é franca.

Quem quiser conhecer um pouco mais do autor até o bate-papo, pode dar uma vasculhada no site oficial.

Informações retiradas do site da AML.

 

Ménage Cultural

24 fev

Um texto de Rafael Reis.

LCD Soundsystem is not playing at my house

Alexander, our older brother,
set out for a great adventure.

Arcade Fire

Foi em outubro de 2005 minha primeira viagem para um show. Arcade Fire, Strokes e Wilco tocariam no Tim Festival. Imperdível. Época de vacas magras, 4º período de faculdade, juntei umas economias e fui do jeito que deu: busão pro Rio de Janeiro, dormir de favor no chão da sala da casa de unsamigos de um amigo, comer apenas o necessário, voltar de carona com um recém conhecido, etc. Nada disso era problema, o importante era ver os shows, que foram fodas. Desde então, dificilmente passo um ano sem ver alguma apresentação legal de bandas que vêm para o Brasil. Felizmente, as vacas engordaram um pouco nesses 6 anos. Infelizmente, ainda é preciso gastar uma grana alta com viagens (fora o cansaço), pois BH continua à margem da cena artística contemporânea.

Minha mais recente aventura foi ver o show de despedida da banda norte-americana LCD Soundsystem, cujo líder, James Murphy, decidiu dar um tempo para tocar adiante alguns projetos paralelos. Diga-se de passagem, o LCD tocou em BH, salvo engano, em 2007. Não vi o show na ocasião, então só me restava pegar uma grana e ir pra SP, era a última chance…

Como tudo foi combinado em cima da hora, a viagem acabou ficando mais cara do que o normal. Saímos de BH na sexta, dia 18, às 11:40. Voltamos às 18:00 do dia seguinte. O show foi muito intenso e animado, a banda tocou suas melhores músicas durante aproximadamente 1 hora e 50 minutos. Para mim, faltou tocarem apenas “Watch the tapes”, do álbumSound of Silver. De pontos negativos, achei a produção muito desleixada: além do palco muito pequeno, o som estava bem ruim. Ouvia-se mal o vocal de James Murphy e a voz de Nancy Whang, tecladista com algumas participações vocais importantes, era quase inaudível. Uma pena.

Ainda não fiz todas as contas, mas juntando deslocamentos (avião + metrô + táxi + ônibus), hospedagem (Formule 1, tosco mas funcional), ingresso e despesas com bebida e alimentação, acho que foram uns R$ 1000. Caro? Muito, se pensarmos que foi apenas “uma saída”. Valeu a pena? Para mim, sim. Mas sempre fico na esperança de que um dia os produtores musicais de BH vão resolver entrar na briga pelosbons shows; que alguém construirá uma casa de shows decente; e que, principalmente, teremos público para isso aqui na roça. Quando isso acontecer, viajar será uma opção, não uma obrigação.

Pra sentir o gostinho da 29ª Bienal de SP

19 jan

É triste ver que BH está longe de sediar eventos grandes. Principalmente aqueles eventos culturais que trazem um pouco de polêmica na bagagem. Um dos eventos mais comentados do ano de 2010, no cenário cultural foi a 29ª Bienal de São Paulo. Na verdade, chegamos até a colocar algumas imagens aqui. Tamanho foi o sucesso do evento, que uma parceria entre as Fundações Clóvis Salgado e da Bienal de São Paulo trazem até Belo Horizonte uma seleção de obras presentes no evento, dando-nos a chance de sentir o gostinho daquilo que foi a Bienal (além de ser uma oportunidade pra quem já viu rever as obras). Com cerca de 190 obras de 35 artistas de vários lugares do mundo —entre eles Jean-Luc Godard, Carlos Garaicoa, Gil Vicente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Matheus Rocha Pitta e outros—, a 29ª edição da Bienal propõe uma reflexão acerca do cenário político, discutindo sua relação com a arte.

A exposição está no Palácio das Artes, e ocupa galerias e espaços diversos, como hall de entrada, passeio e Cine Humberto Mauro, além do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Com curadoria de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria, as obras selecionas estarão em exposição de 18 de Janeiro a 20 de Março, de terça-feira a sábado de 9h às 21h e domingo de 16h às 21h. A entrada é franca. Quem quiser mais informações pode ligar no telefone (31) 3236-7400 ou então acessar a página da Fundação Clóvis Salgado.

Há também disponível, uma lista das obras selecionadas. Quem quiser ver é só clicar aqui.

(Indicação do Rafael Reis)