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A História da Tipografia

3 jul

Desde Gutenberg, com a invenção da prensa tipográfica, até hoje com as milhares de opções existentes e personalizáveis com programas de edição, o designer gráfico Ben Barrett-Forrest produziu um stop motion contando a história da tipografia em um vídeo de 5 minutos. Você pode assistir ao vídeo logo abaixo. E quem quiser ler mais sobre tipografia, também falamos sobre o assunto neste post.

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Gregório Reis Entre Quatro Paredes

16 maio

EV! entrevista o publicitário de moda, modelo e designer Greg Reis

A equipe do EV! entrevistou o jovem Greg Reis, que conhecemos depois de assistir a uma palestra dele sobre publicidade de moda. Gregório é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, mestrado pela NABA (Nuova Accademia di Belle Arti) e possui um portfólio cheio de projeto bacanas – que contém, inclusive, uma campanha para a grife Diesel. Além das campanhas de moda, ele acaba de lançar a grife de acessórios Beth, God save the Queen, que é descrita como uma grife de “acessórios para a realeza”. Confira abaixo o que descobrimos sobre Greg entre quatro paredes. E quem quiser, pode conhecer outros trabalhos dele clicando aqui.

Apresentação da campanha de moda para Diesel e Diesel Black Gold no SS/2010 da fashion week em Milão

Quais as principais diferenças entre publicidade de moda e a publicidade “normal”?

A publicidade como a conhecemos hoje é fruto do sistema moda. A característica de o que alguns chamam de “sociedade-moda” ou sociedade contemporânea de adorar o inconstante e a mudança nonstop possibilita e intensifica a existência da publicidade. Então as duas (publicidade e moda) são bastante interligadas.
Na prática, a publicidade feita para o setor moda é notoriamente mais carregada de vanguardismos. Existe uma pressão maior e uma expectativa mais pesada sobre a moda de se mostrar completamente nova. Se espera mais inovação no discurso de uma marca de vestuário do que uma sabão em pó, por exemplo.

Design de website para o músico Ian Hockley. Muscat, Oman - 2010

Quais conceitos transmitidos pelas propagandas de moda você considera prejudiciais ao público, e quais os positivos?

Eu acredito que essa seja uma questão bem relativa. Quais temas tratados no cinema seriam prejudiciais ao público? Eu acredito que os limites entre publicidade e entretenimento se encurtam cada vez mais… Respondendo: não acho que existam temas prejudiciais. Acho que existam boas e más propagandas.

Quais estratégias são utilizadas hoje em dia para chamar a atenção do público de moda que não eram utilizadas antigamente?

Os mesmos que a publicidade em geral começam a usar: mais recursos na internet, que se espalham por conexões em celulares, i-pods e etc., guerrilla e outras ferramentas de marketing que evoluem sempre para tornar a propaganda mais calorosa e mais humana, mais próxima do indivíduo que a recebe. No caso específico da moda ressalto o audio-visual como alternativa recente. O vídeo serve bem à moda, ressalta detalhes técnicos do produto (texturas, costuras, shapes…), transmite conceitos complexos com eficácia e hoje pode atingir uma quantidade incrível de pessoas, em pouco tempo e a um baixo custo.

Existe uma discussão de que, hoje em dia, as pessoas estão mais bem informadas e críticas em relação à informação e isso acontece também na propaganda. Como isso pode ser usado para a criação de campanhas, em especial no  aspecto da moda, ainda mais eficientes?

As pessoas querem se divertir. Citei antes sobre publicidade e entretenimento se tornarem cada vez mais próximos. Acredito que as pessoas estejam mais céticas e, portanto, mais abertas à ironia. Hoje a publicidade de sucesso é aquela que conta a historinha mais divertida e inteligente. É a publicidade que cria um mundo ao entorno do produto, que seduz pela criação de um imaginário próximo ao imaginário literário ou cinematográfico e utiliza um bom mix de estratégias digitais e também no mundo real. No caso da moda não é diferente.

Quais os principais diferenças entre fashion films para coleções prêt-à-porter e coleções de alta costura?

Fashion films ainda estão tomando forma. Mas o que podemos detectar é que alguns são mais próximos da linguagem publicitária (o caso dos fashion films criados para coleções prêt-à-porter) e outros que são mais próximos do cinema ou da video-arte (mecado de luxo).
Hoje as grandes marcas de alta costura produzem também coleções pret-a-porter e utilizam um discurso único de comunicação (aquela história de criar uma fábula onde a marca é personagem principal). O mercado de luxo utiliza essa sedução principalmente para vender os produtos mais baratos. Marcas de luxo fazem grana vendendo perfumes para quem não consegue comprar os vestidos… tipo. Então no fim das contas a divisão entre fashion films não acontece tanto entre prêt-à-porter x alta costura, mas no público alvo das marcas.

Festa de lançamento do website de moda http://www.thepineapple.com.br. O site é produzido por Natalia Assis e Maíra Sette, em BH, Brasil

O que vê como tendências de temáticas e meios de divulgação para futuro da publicidade de moda?

A pura e mais completa mistura de tudo. No rules!

Como a internet e, em especial, as redes sociais podem auxiliar na vendagem de moda?

Como já disse antes a internet quase põe em discussão a existência dos desfiles. Hoje o vídeo atende muito bem. No caso das redes sociais eu acredito que sejam de extrema importância. A moda vive de emulação, de “quem faz o que”, “onde está?” “o que veste?” “o que tem?”… e o Facebook não é exatamente isso?

Algumas pessoas envolvidas com publicidade não a consideram arte, outras sim. Você considera a publicidade, e em especial a de moda, uma arte?

Posso considerar. Mas isso da pano pra mais um século de manga! (pra ficar no tema “moda”)

O que você entende por moda?

Eu fico com a teoria sempre: a moda foi criada ou estabilizada com a modernidade. Moda é o amor pelo novo, pelo diferente, pela inovação. É um sistema cultural que influencia os processos produtivos e estimula a continuidade de criações de novidades. Na prática, pra mim, é a forma mais democrática de expressão da individualidade.

Quais os artistas de dentro do mundo da moda (estilistas, fotógrafos de moda, editores de moda, film makers, etc.), e quais os de outras artes (pintores, escultores, fotógrafos, diretores de cinema, vídeo artistas, escritores, etc.),” que influenciam seu trabalho?

Difícil. Por muito tempo fiquei com Mondigliani me assombrando. Adoro Miró e acho que consigo encaixar sua estética em qualquer publicidade se eu quiser. Tiro muitas referências da literatura.. Primo Levi é um dos autores que já inspiraram peças e campanhas. Na moda prefiro não olhar pra dentro do setor para criar comunicação mas exatamente fugir dos vícios. Gosto de olhar pra arte contemporânea mas também pra vida cotidiana, objetos aparentemente não interessantes… Na realidade eu sou meio kitsch! 🙂 ♥

Em quais outros setores da moda você atua além da publicidade?

Já desempenhei vários papéis. Fui modelo em Hong-Kong para a Wrangler e na mesma semana produtor de moda pra Adidas. Trabalhei como diretor de arte e modelo para o mesmo desfile em Milão. Desenvolvo junto com uma amiga uma linha de acessórios que está super legal. Gosto e me interesso por moda mas a é a minha experiência com comunicação e arte que me permite atuar bem dentro dela. O negócio de ser modelo é que não estava previsto! 🙂

Qual sua opinião sobre o atual boom dos blogs de moda?

Existem muitos, mas poucos falam bem. Aí é que é a hora dos jornalistas formados em cursos superiores mostrarem pra que vieram. Acho ótimo que todos podem falar e a multiplicidade de vozes é uma oportunidade de troca e criação muito importante. Mas todos sentimos falta de informações profissionalmente trabalhadas e oferecidas com qualidade… Todo mundo quer falar pra se sentir “in”… Falar de moda tá na moda. Mas é um mundo bem complexo que exige atualização constante e nem todo mundo tem tempo, disposição ou talento pra isso. Na realidade, blog de moda com qualidade são poucos. Por isso acho que a curva desse boom vai dar uma invertida boa em breve.

Gregório, em trabalho como modelo

Gregório, em trabalho como modelo

 

Como sua experiência como modelo influencia na sua carreira de publicitário de moda?

Eu gosto de ter a idéia do processo em 360 graus. Quando sou o diretor criativo de uma campanha sei que posso me colocar no lugar das pessoas envolvidas no processo com propriedade porque já estive no lugar delas. Não descarto a idéia de pensar no modelo quando produzo uma campanha publicitária pra moda. Acho que isso é fundamental e positivo para o processo.

Você acabou de lançar uma grife de acessórios, a Beth, God Save The Queen. Conte-nos mais sobre esse projeto.

A Beth é uma brincadeira que deu certo. Eu e Bruna Foureaux somos sócios e amigos de infância. Nos chamamos “príncipe” e “princesa” no dia a dia, como amigos e brincalhões que somos. A Betj foi uma consequência de nossos percursos profissionais e a nossa vontade de fazermos algo juntos. Deu certo porque nos completamos como pessoas e profissionais. Hoje outras pessoas queridas para nós estão envolvidas no processo. A idéia é exatamente envolver o nosso círculo pessoal, imprimir a nossa identidade no produto. É uma marca que produz acessórios belos, mas ambientalmente corretos, com uma identidade forte e um publico determinado, porque nós, como pessoas, somos assim. E isso é extremamente satisfatório.

O Design na Política e no Interesse Público

29 abr

A sexta edição da Mostra de Design – intitulada “Design, política e interesse público” – promete. O quase um mês da mostra irá contar com as mais diversas atividades como palestras, workshops, exposições, passeios guiados e um pique-nique na rua! O evento vai rolar de 29 de abril (sexta) a 30 de maio.

Com uma programação super variada com exposições diversas (veja a programação aqui), atividades especiais para estudantes de design – o “Design de Portas Abertas” – com visitas guiadas a agências belo-horizontinas e o patrocínio à idéia de um professional iniciante (leia mais) e várias palestras sobre o assunto com a participação de pensadores de vários países, como Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil – SP), Alejandro Araque (Colômbia) e vários outros que você confere aqui. Ao final do evento, as ruas próximas que cercam a Escola de Arquitetura da UFMG serão fechadas para a implantação de gramado, montagem de piscina de plástico (!), bicicletas e um espaço para confraternização das pessoas. Enfim, quem quiser saber mais e ter acesso à programação completa pode acessar o site oficial da 6ª Mostra de Design (http://www.mostradedesign.com.br/2011/)

Matemática é fácil, Design é difícil

16 set

Uma pena não dar para ler direito o que está escrito nas letras miúdas…

BH é assim

23 ago

Animada como está a QUINA do Design, resolvi trazer as imagens do projeto Show Us Your Type, em exposição na galeria da QUINA. O projeto, sobre o qual já falamos aqui, propunha a criação de cartazes que abordassem a nossa capital e que tivessem seu nome incluído. Os trabalhos, feitos por artistas variados usando métodos variados, foram, em seguida, submetidos à avaliação da QUINA. O resultado é ótimo, confira:

Não deixem, porém, de visitar o espaço e conferir ao vivo as obras, além de participar dos workshops e oficinas, claro. Na quinta-feira, dia da palestra do idealizador da revista Zupi, o EV! estará lá para registrar o evento. Vamos?

Legal também foi a entrevista que o blog Binóculo fez com os donos da galeria. Aliás, outra dica interessante é o Binóculo. Dê um clique e conheça já o blog, que é muito bom!

Começa a semana QUINA do Design 2010

22 ago

Relembrando que começou neste sábado, na quinagaleria, a semana QUINA do Design 2010. Já comentamos sobre o evento aqui, em maio deste ano. Conferi a exposição Show us your type, de inspiração belorizontina, e recomendo! Durante toda a semana (de 23/08 a 27/8) também acontecerão palestras e oficinas que abordam vários âmbitos das artes gráficas. Destaque para a palestra do idealizador da Zupi, Allan Szacher, que contará a trajetória da principal revista de ilustração do Brasil e para a oficina ministrada por Amir Brito, trabalhando um tema ainda pouco conhecido e divulgado, mas interessantíssimo: o livro de artista. Não deixem de conferir a programação completa no flickr da galeria.

Universo Relativo – um tributo a Escher

5 ago

Nico Roig, designer espanhol, teve a audácia de reproduzir a litografia Relativity, do mestre M .C. Escher, em uma espécie de ambiente tridimensional virtual e imersivo. A ideia, contudo, foi brilhante e muito bem executada. Confira o original abaixo e, para releitura, é só clicar aqui.