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Salão do Livro Infantil e Juvenil

1 set

A fim de buscar uma aproximação da literatura por parte do público jovem, em especial infanto-juvenil, começa hoje, na Serraria Souza Pinto (Avenida Assis Chateubriand, 809 – Centro), o Salão do Livro Infantil e Juvenil.

Buscando principalmente a democratização do acesso ao universo do livro, o evento, que vai de hoje, dia 1º, até dia 11 de setembro,  traz uma programação variada, incluindo oficinas, espetáculos teatrais, narrações de histórias, cinema, leituras literárias, lançamento de livros e sessão de autógrafos que vai reunir grandes nomes da literatura mineira e brasileira, especialmente autores que lidam com o público infantil e/ou juvenil. Dentre os nomes presentes, se encontram Affonso Romano de Sant’Anna, Bartolomeu Campos de Queirós, Duílio Gomes, Ferreira Gullar, Flávia Savary, Lígia Cademartori, Luís Gifonni, Luís Fernando Veríssimo, Marina Colasanti, Miqueias Paz, Peter O’Sagae, Ronald Claver, Ruth Rocha, Sandra Bittencourt, Sandra Lane, Tino Freitas, Vera Maria Tietzmann da Silva, Ziraldo entre outros.

Ainda dentro da programação, estão previstos “Diálogos Literários”, bate-papos de escritores com o público sobre criação literária; mesas-redondas a fim de debater temas relacionados à literatura e à leitura para crianças e jovens; “Memórias Literárias”, que resgatam lembranças e experiências de autores com a literatura na infância e na adolescência, e “Polêmicas”, que trazem posições antagônicas sobre direitos autorais, contações e leituras de histórias.

Além de tudo, o evento é de entrada franca, e estará aberto ao público no horário de 9h às 21h, em dias úteis, de 10h às 21h nos finais de semana e no feriado. A única exceção é o último dia do evento, que funcionará no horário de 10h às 20h.

(Com informações do site oficial e do Sou BH)

Estereoscópio – Tira do Ryotiras + Hoji, de PatoFu + Papos, de Luís Fernando Veríssimo

10 abr

Há muito não publicamos um Estereoscópio. Mas vagando pelo site do Ryotiras ocorreu-me uma idéia. Aliás, no próprio post do Ryotiras já tinha alguns elementos sobre isso. Só completei.

Tira “Norma Culta” do Ryotiras

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Música “Hoji”, do grupo mineiro PatoFu

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Texto “Papos”, de Luís Fernando Veríssimo

– Me disseram…
– Disseram-me.
– Hein?
– O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
– Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é “digo-te”?                                                                                                                                                                                           – O quê?
– Digo-te que você…
– O “te” e o “você” não combinam.
– Lhe digo?
– Também não. O que você ia me dizer?
– Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a
cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
– Partir-te a cara.
– Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
– É para o seu próprio bem.
– Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu…                                                                         
– O quê?
– O mato.
– Que mato?
– Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?                                                                                                                                                                              – Mas eu só estava tentando…
– Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
– Se você prefere falar errado…
– Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou
entenderem-me?
– No caso… não sei.
– Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
– Esquece.
– Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
– Depende.
– Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não
sabes-o.
– Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
– Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso
mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
– Por quê?
– Porque com todo este papo, esqueci-lo.

Imperfeição

11 jan