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Chegando onde nenhum outro carro esteve antes

30 maio

O fofíssimo filme “Carros”, da Disney Pixar Studio, tem continuação da animação lançada em 2006 prevista para o próximo dia 24 de junho. Para despertar a curiosidade, a Diney lançou o trailer do filme. E sua versão em Lego! Essa segunda é assinada por Patrick Boivin, especialista em curtas metragens e filmes do tipo stop motion. Ademais dos detalhes super bem feitos, como prédios e os movimentos, da versão de Lego, o trailer nos deixa ainda mais ansiosos para as novas aventuras de Relâmpago McQueen, Mate e seus companheiros automotivos. Assista e compare o trailer original e a versão em Lego (em inglês):

ORIGINAL (em português):

ORIGINAL (em inglês):

LEGO:

A pele que habito

12 maio

Antonio Banderas e Elena Anya em cena de "La piel que habito"

La piel que habito, novo filme de Pedro Almodóvar, só será lançado em Setembro, na Espanha, mas já será exibido no Festival de Cannes, que ocorre de 11 a 22 de Maio. Baseado no livro Mygale, de Thierry Jonquet e contando com a participação de velhos parceiros do autor, como Antonio Banderas e Marisa Paredes, o filme não foge da tradição multigêneros do diretor, transitando agora por caminhos mais escuros e pesados, como o film noir, a ficção científica e o terror. Por enquanto, foram divulgadas apenas algumas fotos das filmagens, um pôster conceitual e um teaser trailer. O suficiente para atiçar os apaixonados pelo principal diretor espanhol da atualidade.

Pôster conceitual de "La piel que habito"

Nem Freud explica

16 out

Em meio a uma programação estagnada e pobre, surge na Globo, por vezes, algumas pérolas que merecem admiração. É o caso de Aline (adaptação da HQ de Adão), Queridos Amigos (baseada no livro Aos meus amigos, de Maria Adelaide Amaral), Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino (da obra de Ariano Suassuna) e Capitu (do clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis). Esses três últimos foram dirigidos por Luiz Fernando Carvalho e se destacaram por sua visualidade diferenciada, atuações primorosas, direção de arte fantástica e fotografia lírica. Três pérolas excepcionais que elevaram o nível da TV aberta brasileira. Agora, o próximo projeto desse diretor é Afinal, o que querem as mulheres?, que promete ser tão genial quanto seus trabalhos anteriores. Impulsionada pela pergunta (não respondida) de Freud, a microssérie será estrelada por Michel Melamed, que destacou-se em Capitu, como o fascinante Bentinho. A produção ainda conta com Paola de Oliveira, Osmar Prado, Vera Fischer, Letícia Spiller, Rodrigo Santoro e Maria Fernanda Cândido, entre outros. Além, é claro, de Freud, que ganha vida graças ao stop motion. Afinal, o que querem as mulheres? estreia em Novembro, mas você pode conferir o trailer aqui, no EV!

Quem e por que deixar entrar

12 jul

Cinema americano tenta mais uma adaptação de filme estrangeiro de sucesso

O cinema sueco ganhou destaque no ano passado por parte de seu Deixe Ela Entrar (Låt den rätte komma in, 2008), que trabalha o vampirismo e o amor juvenil sob uma ótica bem distante da que estamos acostumados. Apesar das diferenças abismais, é inevitável compará-lo à “Saga” Crepúsculo, fraca adaptação americana ao cinema da comercial e equivocada série de livros de mesmo nome. Na tentativa de viabilizar uma relação plausível entre uma jovem humana e um “jovem” vampiro, Stephenie Meyer, a autora dos livros, descaracteriza o gênero dos sugadores de sangue ignorando ou atenuando algumas de suas características clássicas. Somando isso ao enredo demasiado juvenil e claramente comercial, tem-se um misto de ação e romance protagonizado por personagens desinteressantes vivendo tramas desnecessárias.

Em oposição, Deixe Ela Entrar traz uma história dona de uma simplicidade cinzenta e silenciosa. Pelo fato de os protagonistas serem apenas duas crianças, o amor que surge gradativamente entre eles é tão discreto e singelo quanto é possível a tal sentimento. Essa atmosfera de candura, quietude e, de certa forma suspense, acaba por absorver boa parte do filme, em que a linguagem não verbal é uma forte aliada da discrição. Merece destaque também a fotografia que soma a branquíssima neve do subúrbio de Estocolmo à escuridão das noites de Inverno do extremo-norte.

No entanto, o roteiro de John Ajvide Lindqvist (que escreveu também o livro em que foi baseado Deixe Ela Entrar) foi reescrito pelo americano Matt Reeves (Cloverfield – o monstro) e será refilmado para o cinema dos EUA e, portanto, do mundo. O desnecessário remake foi anunciado já no ano passado e esta semana ganhou seu primeiro trailer que confirma: trata-se de uma cópia diminuída de tudo aquilo que foi o original. Sabemos disso até porque também sabemos que não há espaço, na sociedade americana, para os valores transmitidos pelo filme sueco. Mesmo não tendo muitas informações acerca do roteiro, posso apostar com leitor que Eli (originalmente um menino vampiro de traços andróginos que foi genitalmente mutilado no passado) será transformado em uma menina vampira qualquer, sem nenhuma particularidade, o que a tornará tão sem graça quanto a garota de Crepúsculo, Bella. A maior parte dos norte-americanos, bem como a maior parte de todos nós, importadores da cultura deles, não seria capaz de assimilar o excêntrico relacionamento de Eli e Oskar, se não fosse feita essa mudança.

Sendo assim, temo por outras alterações que possam vir a ser feitas na refilmagem de objetivo comercial. Talvez por isso tenha optado por ilustrar o artigo somente com imagens do original. Quem quiser comparar, que compare. Os trailers de Deixe Ela Entrar e de sua refilmagem (divulgado essa semana) estão, respectivamente, abaixo: