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De Edith Piaf a Patti Smith a Jimi Hendrix a Libertines a Cazuza a The Who…

21 out

Durante anos os nerds cinéfilos  monopolizaram a ideia de ligar os pontos entre celebridades através de Six Degrees of Kevin Bacon. (Para quem não sabe, o jogo é uma tentativa de conectar todos os atores a Kevin Bacon).

Foi aí que um cara genial chamado Paul Lamere revirou o universo musical e criou Six Degrees of Black Sabbath, um site que conecta, de alguma forma, quaisquer dois músicos ou bandas.

Parece fácil se você pensar em Gaga e Madonna, mas a gente testou com artistas aparentemente muito aleatórios como Patti Smith e Edith Piaf, Cazuza e The Who, Jimi Hendrix e Libertines, Rancid e Beach Boys (!), Caetano Veloso e Metallica e por aí foi. O site interligou tudo em até 14 “passos”.


Por incrível que pareça os mais pesquisados são Mozart, Bach e Beethoven, mas a graça é tentar interligar as pessoas mais rândomicas possíveis. Vão em frente.

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Lirismos De Quinta – 20/10/2011

20 out

Hoje o Lirismos de Quinta traz um poema de Cazuza encontrado em seu quarto por Lucinha Araújo, sua mãe.

Querido Diário (Tópicos para uma semana utópica)

Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo

Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro

Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo

Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos

Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)

Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres

Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho

Lirismos de Quinta – 18/11/2010

18 nov

Hoje, o Lirismos de Quinta traz uma música de Cazuza e Renato Ladeira: “Faz Parte do Meu Show“.

Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Confundo as tuas coxas com as de outras moças
Te mostro toda a dor
Te faço um filho
Te dou outra vida pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo ‘alô’ ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num ‘clip’ sem nexo
Um pierrot retrocesso
meio bossa nova e ‘rock’n roll’

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Meu amor, meu amor, meu amor…

Semana da MPB no EV! – Domingo (10/10/10)

10 out

Hoje termina a Semana da MPB no EV!. Nesta seção, ficou registrada toda minha admiração pelos cantores e compositores de nossa música, que me emocionam de uma maneira muito peculiar. Foram pouquíssimas músicas, frente a tudo aquilo que nossos artistas têm a nos oferecer. Mas tenho certeza de que foi uma seleção especial: algumas eram inéditas para alguns leitores, algumas já marcavam a vida de outros. Mas o mais importante foi abrir a porta que ainda separa muitos (principalmente jovens) de todo o tesouro musical brasileiro. Para terminar, uma lista de 10 músicas (para marcar o dia 10/10/10) variadas que, de alguma maneira, marcaram minha vida. Espero que tenham gostado! Viva a Música Popular Brasileira!

Rita Lee canta Doce vampiro, de sua autoria

Paula Toller canta Derretendo satélites, dela e Herbert Vianna


Bebel Gilberto e Cazuza cantam Preciso dizer que te amo, deles e Dé Palmeira


Mallu Magalhães e Marcelo Camelo cantam Janta, dele

Elis Regina canta Por toda minha vida, de Tom e Vinicius, trilha de Hable con ella, de Almodóvar


Rappin’ Hood Caetano Veloso cantam Rap du bom – Parte 2, de Hood


Dalva de Oliveira canta Que será, de Marino Pinto e Mario Rossi


Chico Buarque e Fernanda Porto cantam Roda viva, dele

Ney Matogrosso canta Veja bem, meu bem, de Marcelo Camelo


Caetano Veloso canta Fora de ordem, dele

Semana da MPB no EV! – Sexta-feira (08/10/10)

8 out

Outra geração, outras vozes, outras pretensões, outros tons, outras formas de pensar e, principalmente, outros lirismos.

Cazuza canta Solidão que nada, de Nilo Romério, George Israel e Cazuza

Adriana Calcanhotto canta Uns versos, de sua autoria

(Tive de trocar o vídeo, pois Metade estava com defeito!)

Bebel Gilberto canta Momento

Arnaldo Antunes canta Longe, de Betão Aguiar, Marcelo Jeneci e Arnaldo

Marisa Monte canta Não é fácil, de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa


Lirismos de Quinta – 08/07/10 – Especial Cazuza

8 jul

Porque o tempo não pára. Para ninguém.

Ouvimos muito sobre Cazuza ontem, inclusive sobre a infeliz coincidência da morte de seu grande amigo, Ezequiel Neves no mesmo dia em que o mundo completava 20 anos sem Cazuza. Resolvi não postar aqui no blog, num misto de luto com “pare-de-ler-o-blog-e-vá-ouvir-Cazuza”, além do fato de que ouvimos e lemos sobre esse dia em todos os lugares ontem. Não podia deixar, porém, de trazê-lo à tona hoje, quinta-feira, dia de Lirismos de Quinta. Não vou falar nada sobre ele. Nem sobre a letra da música abaixo. Fale você.

O Tempo não Pára – Cazuza

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára